Força-tarefa reuniu Polícia Federal, ICMBio, Ibama, Força Nacional e Polícia Militar entre os dias 14 e 17 de julho; ação inutilizou acampamentos, motores e escavadeiras usados na exploração clandestina que ameaça o Rio Azul e a bacia do Itacaiunas.
Uma operação integrada de órgãos federais e estaduais desarticulou, entre os dias 14 e 17 de julho de 2026, estruturas de garimpo ilegal de ouro e cobre nos municípios de Parauapebas e Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará. A ação, que mobilizou Polícia Federal, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ibama, Força Nacional de Segurança e Polícia Militar, destruiu dezenas de acampamentos clandestinos e equipamentos usados na extração mineral e apreendeu combustível, armas e outros materiais em áreas de proteção ambiental.
A força-tarefa concentrou-se na região do Rio Azul, em Parauapebas, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) do Igarapé Gelado, e avançou também sobre pontos de extração em Canaã dos Carajás. Equipes percorreram áreas de difícil acesso para localizar e inutilizar a infraestrutura montada pelos garimpeiros.
Segundo o ICMBio, cinco pessoas foram encontradas na área, identificadas e liberadas em seguida. Ao longo dos quatro dias de ação, as equipes localizaram e destruíram acampamentos clandestinos e uma série de equipamentos de grande porte empregados na lavra irregular.
Como foi a operação
A força-tarefa concentrou-se na região do Rio Azul, em Parauapebas, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) do Igarapé Gelado, e avançou também sobre pontos de extração em Canaã dos Carajás. Equipes percorreram áreas de difícil acesso para localizar e inutilizar a infraestrutura montada pelos garimpeiros.
Segundo o ICMBio, cinco pessoas foram encontradas na área, identificadas e liberadas em seguida. Ao longo dos quatro dias de ação, as equipes localizaram e destruíram acampamentos clandestinos e uma série de equipamentos de grande porte empregados na lavra irregular.
O que foi apreendido e destruído
Na frente conduzida pelo ICMBio na APA do Igarapé Gelado, foram inutilizados 15 acampamentos clandestinos, 13 motores estacionários e duas escavadeiras hidráulicas, além da apreensão de um caminhão-prancha. As equipes destruíram ainda cerca de 1,3 mil litros de óleo diesel, uma arma de fogo com três munições, três motocicletas e aproximadamente 200 gramas de maconha.
No balanço mais amplo da operação integrada, divulgado por veículos regionais, os números da região do Rio Azul chegam a dezenas de motores estacionários, várias escavadeiras hidráulicas e mais de quarenta acampamentos, com apreensão de milhares de litros de combustível. Em Canaã dos Carajás, a ação teria inutilizado poços de extração de cobre, acampamentos, britadores de pequeno porte, uma escavadeira e cerca de mil litros de diesel. (Os números variam conforme o órgão que divulga o balanço; recomenda-se confirmar os totais consolidados junto à PF e ao ICMBio antes da publicação.)
Impactos ambientais
De acordo com o ICMBio, a atividade ilegal vinha provocando a supressão da vegetação nativa e a degradação dos cursos d’água, com assoreamento e contaminação causada pelo uso de mercúrio. O órgão alerta que os danos atingem diretamente o Rio Azul e comprometem a bacia hidrográfica do rio Itacaiunas que é responsável pelo abastecimento de água dos municípios de Parauapebas, Curionópolis, Eldorado do Carajás e Marabá.
O uso de mercúrio no garimpo é uma das principais preocupações das autoridades ambientais, por contaminar a água, os peixes e, na ponta da cadeia, as populações que dependem dos rios da região.

Impactos para a região
A ofensiva ocorre em uma das áreas mais estratégicas da mineração brasileira, o entorno do Complexo de Carajás, onde a exploração legal responde por parcela expressiva dos royalties minerais (CFEM) do Pará. O avanço do garimpo ilegal em áreas protegidas coloca em risco não só o meio ambiente, mas também a segurança hídrica de cidades que somam centenas de milhares de habitantes.
Para o poder público, operações como esta buscam frear a expansão de estruturas cada vez mais mecanizadas que substituíram o garimpo manual e ampliaram a capacidade de destruição em pouco tempo.
Próximos passos
As investigações devem prosseguir para identificar financiadores e responsáveis pela logística do garimpo, incluindo o fornecimento de combustível e maquinário pesado. As áreas atingidas tendem a passar por avaliação de danos ambientais, e novos ciclos de fiscalização podem ocorrer, dado o histórico de reincidência do garimpo em unidades de conservação da região de Carajás.

Conclusão
A operação reforça a pressão dos órgãos ambientais e de segurança sobre o garimpo ilegal no sudeste paraense, uma atividade que combina crime ambiental, riscos à saúde pública e ameaça ao abastecimento de água. Mais do que a destruição de equipamentos, o desafio das autoridades é interromper a cadeia econômica que sustenta a exploração clandestina em áreas protegidas de Parauapebas e Canaã dos Carajás.
Fontes utilizadas
- ICMBio / Jornal Folha do Progresso — “Operação desarticula garimpo ilegal em área de proteção ambiental de Parauapebas” (18/07/2026): https://news.folhadoprogresso.com.br/operacao-desarticula-garimpo-ilegal-em-area-de-protecao-ambiental-de-parauapebas/
- Gazeta Carajás — “Operação conjunta da PF e Ibama ‘escangalha’ garimpos clandestinos em Canaã e Parauapebas”: https://www.gazetacarajas.com/noticia/operacao-conjunta-da-pf-e-ibama-escangalha-garimpos-clandestinos-em-canaa-e-parauapebas
- A Província do Pará — “Operação integrada contra a extração ilegal de ouro e cobre acontece no sudeste do Pará”: https://aprovinciadopara.com.br/operacao-integrada-contra-a-extracao-ilegal-de-ouro-e-cobre-acontece-no-sudeste-do-para/
- CNN Brasil — “Garimpos ilegais são alvos de operação no Pará”: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/norte/pa/garimpos-ilegais-sao-alvos-de-operacao-no-para/
- Bacana News — “Operação destrói equipamentos usados em garimpo ilegal no sudeste do Pará”: https://bacananews.com.br/operacao-destroi-equipamentos-usados-em-garimpo-ilegal-no-sudeste-do-para/
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