Ministério do Turismo assina acordo para desenvolver ecoturismo no Parque Nacional dos Campos Ferruginosos, no Pará
O Governo Federal deu um passo concreto para transformar o Parque Nacional dos Campos Ferruginosos em um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil. O Ministério do Turismo assinou acordo voltado à estruturação turística da unidade de conservação localizada nos municípios de Canaã dos Carajás e Parauapebas, no sudeste do Pará — uma das regiões com maior potencial de turismo de natureza do país.
O que prevê o acordo
O Ministério do Turismo conduzia tratativas para firmar um acordo com a Vale S.A. e o ICMBio voltado ao Parque Nacional dos Campos Ferruginosos. A parceria busca fomentar o turismo sustentável, qualificar a experiência do visitante e valorizar as comunidades locais, aliando desenvolvimento e conservação ambiental.
A iniciativa se insere em um movimento mais amplo do governo federal. Entre as frentes de atuação do Ministério do Turismo, destaca-se o apoio técnico à estruturação de concessões de serviços de visitação em Unidades de Conservação, em parceria com o ICMBio, o BNDES e o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), com o objetivo de aprimorar a experiência do turista, fomentar investimentos em infraestrutura e gerar oportunidades de emprego e renda nas comunidades locais.
O que é o Parque Nacional dos Campos Ferruginosos
O Parque Nacional dos Campos Ferruginosos é uma unidade de conservação de proteção integral criada pelo Decreto Presidencial de 5 de junho de 2017, localizado entre as cidades paraenses de Canaã dos Carajás e Parauapebas, no sudeste do estado.
Com área total de 79 mil hectares, a unidade possui 59 mil hectares de floresta preservada e 377 cavernas de formatos únicos que abrigam espécies raras da fauna e flora, ameaçadas e exclusivas da região. É considerado o maior parque em rochas ferríferas do mundo.
A região é coberta por florestas e, principalmente, por savanas conhecidas como vegetação de canga ou campos rupestres ferruginosos, tipo raro de ecossistema associado aos afloramentos rochosos ricos em ferro. O local é repleto de ambientes aquáticos, com cachoeiras boas para banho e cavernas, e abriga espécies da fauna e flora endêmicas e ameaçadas de extinção.
Potencial turístico e impacto regional
O parque fica adjacente à Floresta Nacional de Carajás e já nasceu com potencial estimado de 200 mil visitantes, que corresponde à população de Parauapebas e região que costuma frequentar a área de uso público da Flona, incorporada ao parque.
O Mosaico de Carajás, do qual o Parque Nacional dos Campos Ferruginosos faz parte, é composto por seis unidades de conservação federais. A gestão ambiental e científica do conjunto é realizada pela Vale em parceria com o ICMBio. O acordo agora formaliza a entrada do Ministério do Turismo nessa equação, com foco no desenvolvimento econômico sustentável para as comunidades do entorno.
Contexto nacional e promoção internacional
Em conjunto com a Embratur, o ICMBio e o Instituto Semeia, o Ministério do Turismo definiu estratégias para divulgar internacionalmente o turismo de natureza no Brasil, com produção de conteúdos audiovisuais, catálogos digitais e roteiros integrados, reforçando o posicionamento do país como destino de ecoturismo e aventura.
O governo federal também criou uma política permanente para trilhas e turismo de natureza, coordenada pelo Ministério do Turismo, pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo ICMBio, buscando estruturar as trilhas brasileiras, ampliar a segurança dos usuários e fortalecer o Brasil no mercado internacional de turismo de natureza.
O que muda para Canaã dos Carajás e Parauapebas
A formalização do acordo representa uma oportunidade direta para os municípios de Canaã dos Carajás e Parauapebas. A perspectiva de estruturação turística do parque pode impulsionar a geração de empregos locais em setores como guias de ecoturismo, hospedagem, alimentação e serviços de apoio a visitantes — segmentos que dependem da abertura e qualificação da unidade para o público.
O parque permanece com acesso restrito enquanto os processos de regularização fundiária e elaboração do Plano de Manejo seguem em andamento. Com o acordo firmado, a expectativa é que essas etapas avancem com maior suporte institucional e recursos voltados à infraestrutura de visitação.
FONTES UTILIZADAS
- Ministério do Turismo — gov.br/turismo
- ICMBio — Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (gov.br/icmbio)
- Agência Gov — agenciagov.ebc.com.br
- Embratur (embratur.gov.br)
- CNN Brasil Viagem & Gastronomia
- WikiParques (wikiparques.org)
- Portal Amazônia (portalamazonia.com)